28 de junho de 2012

Tomando as rédeas do nosso destino: o papel de Deus no imaginário ocidental.


     No início do século XX, o físico alemão Albert Einstein nos mostrava o abraço insano do espaço e do espaço aumentando as nossas perspectivas acerca do Universo. Não muito antes o naturalista britânico Charles Darwin contrariava o pensamento ocidental ao mostra a sua Teoria da Evolução e fazendo com que homem descesse do pedestal onde foi colocado pelo pensamento religioso, que afirmava que um deus nos havia criado como seres superiores sobre todas as outras formas de vida.
     Esses dois exemplos nos mostram o objetivo da Ciência: descobrir a realidade oculta que revela o nosso passado e, sem dúvida o nosso próprio futuro, nos tornando mais humildes e mudando assim o nosso caráter, pois quanto mais aprendemos mais questões surgem e lá vamos nós de novo tentando solucioná-las.
     Mas você já parou para pensar porque queremos descobrir cada vez mais e mais sobre nós mesmos? Tudo tem a ver com razão. A nossa principal característica, o cérebro capaz de captar, armazenar e fabricar grande quantidade e informações , nos impele a descobrir o sentido de tudo e com ele a resposta para uma questão existencial: Seríamos somente mais uma forma de vida no planeta ou nossa existência possui um propósito maior?
     Os cientistas já forneceram essa resposta: o homem está procurando compreender a realidade em sua totalidade. É óbvio se percebermos que queremos um dia saber a verdade oculta em nós e em tudo que está ao nosso redor.
     Porém, o próprio homem se forneceu uma segunda forma de decifrar a questão da existência. A religião afirma que a existência provém da vontade de um deus e que ele a criou, e que nada senão o vazio e o obscuro havia antes dele.
     Mas porque conceber uma ideia tão simples para explicar algo tão complexo? Fico pensando se não é uma certa preguiça de ir além daquilo que não exige muita razão mas algo que os teístas chamam de fé, a velha fé no ser superior que nos criou, que é o princípio e fim de todas as coisas.
     Porque não pensar a Terra como nosso templo sagrado com sua grande cúpula azul que o homem observa incessantemente coo forma de responder as suas tantas perguntas?
     O homem criou Deus a partir do medo do desconhecido. Quando o homem não sabia a origem, logo atribuía a essa entidade. Daí surgiram os deuses ou deusas: da chuva, do trovão, da fertilidade entre outros tantos, cultuados durante milênios por diversas civilizações.
     O monoteísmo foi pensado pelo faraó Amenófis IV, que instituiu durante seu reinado o culto ao deus Aton (uma forma do deus Amon) representado como um disco solar que nos baixos-relevos do período é representado soltando vários raios que terminam nas mãos do faraó, que seria seu representante na terra. Porém depois da morte de Amenófis IV a antiga religião politeísta foi restaurada.
     O Judaísmo, religião da qual mais tarde derivaria o Cristianismo, afirma haver um só deus cujo nome é traduzido como Javé ou Jeová, que seria criador do Universo, libertador do povo hebreu do cativeiro no Egito e quem deu a Moisés os dez mandamentos. Porém não podemos dizer que ele é bom, inúmeras passagens na Torá e demais livros que atualmente compõem a Bíblia o mostram como um deus vingativo, disposto atestar os homens e que quer sente uma vontade imensa de ser adorado a qualquer momento.  Alguns acadêmicos afirmam ser Javé um dos deuses da religião semita, esposo da deusa Aserá, que depois de algum tempo ganhou destaque e passou a ter um culto único, ou até mesmo uma fusão de personalidades de diversos deuses pagãos cultuados no Oriente Próximo.
     Vemos todos os dias na TV, notícias de exploração de pessoas por parte de líderes religiosos que se usam desse ser historicamente construído para beneficio próprio o que nos faz pensar que a Psicologia evoluiu bastante no conhecimento da mente para as pessoas ainda buscar soluções para seus dramas e para os dramas da humanidade em templos por meio de rituais e preces.
     Sendo assim para que acreditar em textos aos quais não se pode provar a veracidade e que só podem ser lendas de povos antigos que ainda hoje acreditamos? Confiar em nossas capacidades ainda hoje é a maior saída para os nossos problemas e para a busca de nossas respostas. A capacidade do homem de ser autor do seu destino fará com que ele progrida tanto no plano material quanto ético.
     Os grandes homens nos mostram que a felicidade consiste em trabalhar para o bem-estar humano e para que um dia nossa civilização alcance um estado de paz e de igualdade entre todos os seres.
Isso é possível? Sim. Basta revermos as nossas crenças e procurarmos mudar a forma com que vemos o mundo. Se o olharmos como algo que não tem mais conserto e que só mesmo um enviado divino poderá nos salvar, nossa crença nos colocará sentados à espera de um sinal dos céus mas, se procurarmos ver o mundo com mais otimismo, sabendo que o homem ainda é um novato em comparação a vida do nosso planeta, saberemos que ainda há muito o que evoluir mas que isso não ocorre do dia para a noite mas que se tomarmos as rédeas do nosso destino, que até agora estavam nas mãos de um ser invisível, lograremos grandes feitos em prol do aperfeiçoamento do ser humano.

Bruno Camargo dos Santos, licenciando em História pela Universidade de Sorocaba

10 de junho de 2012

Pensamentos mais humanos: a paz como um trabalho conjunto.


''Devemos ser a mudança que queremos do mundo.'' - Gandhi

Todos os dias somos bombardeados com dezenas de opiniões acerca de variados assuntos, pois é de nossa natureza falar aquilo que achamos sobre a realidade da qual fazemos parte. Porém os embates não ocorrem somente na forma de diálogo. Vemos toda forma de violência nas ruas e dentro do círculo familiar, desde um simples tapa que um pai dá em seu filho até a esposa que mata o marido de modo cruel e o retalha colocando-o em um saco.
Os milênios de evolução intelectual parecem não terem nos favorecido no campo da ética e da moral, o que mostra que somos tão animais quanto o primeiro primata que desceu das árvores e se pôs a procurar seu alimento nas savanas da África. Uma pergunta deveria pairar sobre nossas cabeças: Será que somente o progresso no campo da Técnica e da Ciência nos basta?
O caso do pai que abraçou o filho na rua e foi espancado por meliantes que achavam que estes eram homossexuais já caiu no esquecimento bem como os dos muitos homossexuais que foram espancados pelas ruas das grandes e pequenas cidades brasileiras.
Nesse panorama de filme de terror, que a população alienada só se depara quando assiste ao programa do Datena, não roubaram o meu relógio, mas a nossa liberdade de sair às ruas sem nos preocupar que o tigre da violência decorrente da desigualdade venha ceifar nossas vidas nessa savana urbana.
E nisso tanta coisa tão torpe tenho tido que escutar, até uma frase que de tão característica do senso comum que parece ter sido tirada da boca de um ‘’herói’’ do Big Brother: Todo político é corrupto, e só se tornar para se corromper. E eu pergunto: Você se corromperia? E a pessoa não sabe responder.
A corrupção também é uma violência, contra a mãe que quer melhor educação para o filho, o deficiente que quer melhorias urbanas enfim, contra a sociedade toda. Porém esta é uma violência aceita, pois no Brasil a esperança, pelo menos da perspectiva de parte do povo, parece estar morta.
Chamamos o rico de burguês, mas compramos um tablet ou qualquer parafernália do tipo sem saber que elas são montadas por uma criança num país da Ásia. Mas enquanto isso persiste nossa discussão tola de direita contra esquerda, e nos esquecemos que todos nós somos humanos e que o planeta sucumbe pela nossa incompetência em geri-lo.
Se pensarmos além das divisões sociais que nós mesmos nos impomos, veremos que cada um de nós é uma célula que compõem esse todo ao qual chamamos Terra. Nós e todos os ecossistemas somos um organismo vivo que padece de um câncer e para tratá-lo todos terão de se mobilizar, pois essa doença pode custar a nossa vida.
Essa consciência planetária pode soar um tanto New Age, mas o mundo está começando a voltar-se para ela. O que você veste, come, fala e o modo com que você age começa a ser ligado a um plano maior. Diria que estamos voltando à infância quando nossa mãe nos dizia do perigo que é jogar papel na rua.
Porém os mais apressados acham que podem mudar o mundo da noite para o dia. Nada no mundo ocorre desta maneira, tudo é um processo porque até mesmos nós somos seres inacabados. E por fim chamo o velho Lennon à mesa para papear comigo como fazem os historiadores e digo a ele: Não meu caro, você estava errado, o sonho não acabou; a humanidade um dia viverá em paz.

Bruno Camargo dos Santos, licenciando em História pela Universidade de Sorocaba.


7 de junho de 2012

Programa Grandes Livros: Os Lusíadas de Luís de Camões - RTP

Grandes Livros visa contribuir para a promoção da leitura das grandes obras da literatura portuguesa junto de todas as faixas etárias de falantes de português. Cada episódio conta com a participação dos principais especialistas na obra e/ou no autor em análise, recriações do autor e da sua obra.





3 de junho de 2012

Documentário: Conheça a sua carne (Meet your meat)

Documentário produzido pela PETA - People for the Ethical Treatment of Animal (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) mostrando o tratamento dado aos animais no abatedouro.

Documentário: A carne é fraca.

 Documentário produzido pelo Instituto Nina Rosa sobre os impactos ambientais, sociais, aos próprios animais e a saúde humana.

29 de abril de 2012

Café Filosófico - Nietzsche - com Viviane Mosé


O filósofo alemão Nietzsche viveu de 1844 a 1900. Mesmo assim foi capaz de antecipar algumas questões que marcaram a vida e o pensamento dos séculos XX e XXI. Hoje, Nietzsche ainda desperta um grande interesse, tanto no meio acadêmico como fora dele. Mas por que as idéias deste filósofo continuam tão atuais? Para responder esta questão, a filósofa Viviane Mosé apresenta alguns dos principais temas da filosofia de Nietzsche e nos mostram os aspectos da vida e da obra deste filósofo que são fundamentais para entendermos o fascínio que ele exerce na atualidade.
O Café Filosófico vai ao ar na TV Cultura às 23h e é reprisado na madrugada de segunda-feira às 3h40.

Discussão sobre Ateísmo no programa Saia Justa (GNT)


Participação do Presidente da Atea Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, Daniel Sottomaior, no programa Saia Justa exibido em 13 de maio de 2009 no canal GNT da NET - parte 1 de 2

Mônica Waldvogel - Jornalista
Márcia Tiburi - Filósofa
Maitê Proença - Atriz
Betty Lago - Atriz

20 de abril de 2012

A história de uma morte sem explicação


por Fausto Macedo.

Alguém telefonou para a família Vannucchi, faz 35 anos, e disse: "O Lê tá preso em São Paulo."
Cinco dias depois, uma sexta-feira, 23 de março de 1973, os jornais chegaram às bancas com a informação, apenas uma nota, sobre audacioso terrorista que morreu atropelado por um caminhão quando tentava escapar de um cerco policial no Brás.
Alexandre Vannucchi Leme, que tinha 22 anos e hoje teria 57, foi alvo de célebre farsa da repressão, que chocou a Igreja e desencadeou reação dos estudantes contra o regime dos generais.
Ele fazia o quarto ano de Geologia da Universidade de São Paulo (USP) quando os encapuzados da Operação Bandeirante (Oban) - organização paramilitar que ganhou as ruas a partir de 1969 - o capturaram, na tarde do dia 16 de março daquele ano, sob suspeita de integrar a cúpula armada da Ação Libertadora Nacional (ALN), de Carlos Marighella.
Morreu em 17 de março, surrado até perder o fôlego e os sentidos, sangrando profusamente no chão, relataram sobreviventes que com ele dividiram os porões do DOI-Codi, e por isso a Justiça e a União reconheceram o crime e mandaram indenizar a família.
A reparação veio em dinheiro, muito depois, em 1997 (governo Fernando Henrique Cardoso), mas os Vannucchi até hoje não receberam explicação para o encarceramento e a morte do filho.
José de Oliveira Leme, de 86 anos, e Egle Maria Vannucchi Leme, 82, pais de Alexandre, são professores aposentados. Ele tinha 51 anos e ela 47 quando perderam o filho e a paz.
Ainda o chamam de Lê e moram na mesma casa em que Alexandre e os cinco irmãos, mais novos, foram criados, à Rua Amazonas, Sorocaba, a 100 quilômetros de São Paulo.
É uma casa simples e antiga, mas espaçosa e agradável, construída quando a rua era de terra batida e a família tinha uma DKW Vemaguete à porta.
No quarto que foi de Lê, e também no sótão, seus pais preservam objetos, fotografias em preto e branco e outras lembranças dele - a cama e o guarda-roupas de um marrom escuro, o casaco de lã xadrez pendurado no cabide e protegido em plástico, a mesinha de canto envernizada onde fazia as lições, caixotes com pedras minerais que trazia de suas incursões à siderúrgica Ipanema, e o disco de Ravi Shankar, o músico indiano que admirava.
Em 1969, na Semana da Pátria do AI-5, ele tomou a decisão de estudar em São Paulo. Fez três meses do cursinho Equipe e passou em primeiro lugar no vestibular da Geologia, que começou a fazer ano seguinte. Míope, por isso os óculos de aro preto, era ávido leitor. "Lia compulsivamente, ele tinha um desejo maluco de aprender", conta o pai.
Morou com o tio Luís Leme em um apartamento na Teodoro Sampaio, em Pinheiros, depois acomodou-se em uma república ali perto com outros quatro universitários que o chamavam de Minhoca - por gostar muito de mexer com terra e ser magrinho.
Vivia da mesada dos pais e de uns honorários como professor particular - em Sorocaba, onde nasceu, fez o curso normal, que o habilitou para o magistério.
Jamais participou à família, nem mesmo aos amigos mais próximos, sobre o engajamento na luta armada que os militares imputaram a ele e por isso o rotularam de subversivo, quadro de alto escalão do braço estudantil da ALN.
A cada duas semanas visitava a casa de Sorocaba, que era para ele um retiro, e ali nunca disse nada sobre a vida clandestina, nem nunca lhe perguntaram, até porque os pais o tinham na conta do estudante aplicado porque tinha sido assim desde sempre.
Chegava sábado, ia no domingo. Gostava de pingue-pongue, que jogava em uma mesa tosca no piso inferior da casa. "Era o ambiente do Lê", lembra o pai.
Nas tardes de bom tempo, descia duas quadras com os colegas da Vila Santa Terezinha e no campinho sem grama batia bola até o sol se pôr.
O futebol era uma paixão sua, o Corinthians o time do coração. Aquele campinho hoje é a Praça Alexandre Vannucchi Leme, de quatro árvores pequenas e uma placa de bronze em sua homenagem.
Então, naquela segunda-feira, 19 de março, às 10h30, o telefone tocou. José Augusto, irmão mais novo, ouviu o recado de alguém que não disse quem era e avisou sobre a prisão de Alexandre, que já estava morto havia dois dias.
A família foi averiguar. O pai de Alexandre não dirigia na estrada, por isso tomou um ônibus da Viação Cometa até São Paulo e deu início a uma sofrida jornada nos endereços da repressão.
Foi ao Dops e ao DOI-Codi, o Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna do Exército. Negaram a ele que o rapaz estivesse por lá.
Na quinta à noite, 22, o pai retornou a Sorocaba sem uma única informação sobre o filho.
Planejava retomar as buscas no dia seguinte. Egle até preparou a mala com alguns pertences para o filho, a escova de dentes, uma muda de roupa, o pijama. "A gente tinha esperança de encontrar o menino com vida em alguma prisão", ela relembra, agarrada a uma grande gravura - o rosto do filho desenhado em crayon pelo engenheiro e amigo Mário Mattos.
Na agência da Cometa havia uma banca de jornais e revistas. Antes do embarque, manhã de 23, José leu a notícia. "Alexandre Vannucchi Leme, estudante, preso dia 16 por ser membro ativo da ALN, ao ser levado para um encontro com outro subversivo tentou fugir e foi atropelado."
O pai do jovem Alexandre voltou ao Dops, aquela construção centenária de tijolos vermelhos no bairro da Luz.
No segundo andar, em uma sala de janelões altos e de fundos, recebeu-o o homem encorpado, de olhos verdes e mal encarado, que a história colocou no banco dos réus como o senhor dos porões. Era o delegado Sérgio Fernandes Paranhos Fleury, mas o pai aflito não se intimidou.
"Por que vocês mataram o meu filho?", questionou.
"Aqui matamos bandido, não temos nada com esse caso do seu filho", respondeu Fleury, segundo o relato de José.
"Não acredito em nada do que o senhor está falando", retrucou o professor, que partiu para uma segunda busca, a do cadáver do filho.
Alexandre jazia em cova rasa do Cemitério de Perus, destino dos indigentes e dos sem-identidade. O jovem não era indigente e tinha identidade, mas os militares depositaram seu corpo ali, enrolado em saco preto emborrachado.

Publicado no Jornal O Estado de São Paulo em 15 de março de 2008.

24 de março de 2012

Só um monte de bosta...




por Lucas Fernandes.

Somos seres frágeis. Dotados de sentimentos complexos e de uma mente que nem sempre é ouvida pelo corpo. Humanos. Animais e Racionais. Pois muito bem... Superiores? 
 Perecemos muitas vezes diante da mais simples bactéria. Morremos com uma facilidade impressionante. Somos os únicos seres dotados da capacidade mórbida de autodestruição. Como se não bastasse destruirmos uns aos outros, nós colocamos em cheque nosso tão valioso planeta. Escravizamos espécies. Devastamos florestas. Julgamos o que merece e o que não merece viver. Designamos um deus, de nossa mesma aparência e "benevolência". Passamos por cima dos nossos próprios conceitos de ética e de dignidade. Praticamente parasitas em um mundo que só nos favorece.
 Pode parecer uma estupidez sem tamanho, mas só o que eu posso expressar nesse momento é vergonha. Um sentimento de culpa e de inferioridade. A capacidade de nos amar e nos respeitar estão sendo levada por uma coisa chamada ganância. Tenho acompanhado uma série de feitos tecnológicos e grandes avanços científicos. Descobertas realmente impressionantes. Mas já faz muito tempo que não sinto orgulho de ser um humano. Não pensem, por favor, que estou me excluindo dessa massa que tanto me decepciona. Eu faço parte dela. Sinto a hipocrisia até mesmo nestas palavras. A hipocrisia de uma espécie que se julga superior. Seres evoluídos que alcançaram o topo do mundo. Acredito que em breve poderemos inclusive nos julgar proprietários de planetas já povoados por seres infinitamente inferiores a nós, que certamente necessitam urgentemente de nossa "divina benevolência".
 Chega de desperdiçar palavras bonitas com esse texto falho! Sei que jamais atingirei sequer um décimo de meu objetivo... Mas, mesmo assim, hoje eu preciso escrever. Simplesmente preciso contar para algum ser da minha mesma insuperável raça o que me aflige. Necessito deste espaço ilusório que se disponibiliza a aceitar essas palavras ineficazes. São como ferroadas de milhares de abelhas na bunda de um defunto. Abelhas que ferroam e morrem debilmente sem sequer perceber que jazia ali sua tão odiada vítima. Só sei que preciso simplesmente escrever. Até que os meus dedos adquiram o formato destas letras fúteis. Escrever até que o sono, que perambula neste momento por algum labirinto, venha me buscar. 
 No rosto as evidencias de um dia cheio. Olhos fundos de cansaço. Cada poro expelindo uma espessa faixa de tinta acinzentada, tornando o ar pesado e frio. Não sei ao certo, mas não é fácil dormir com esse peso. Já não consigo respirar em torno dessa névoa que eu mesmo criei. Devo pensar menos? Refletir menos? Será que eu preciso aprender a ser menos eu pra conseguir dormir e descansar de fato? Não é fácil... Nunca foi! Câmbio, desligo.

8 de março de 2012

A mulher na História: o Dia Internacional da Mulher

   

As comemorações do 8 de março estão mundialmente vinculadas às reivindicações femininas por melhores condições de trabalho, por uma vida mais digna e sociedades mais justas e igualitárias. Essa luta é antiga e contou com a força de inúmeras mulheres que nos vários momentos da história da humanidade resistiram ao machismo e à discriminação.
É a partir da Revolução francesa, em 1789, que as mulheres passam a atuar na sociedade de forma mais significativa, reivindicando a melhoria das condições de vida e trabalho, a participação política, o fim da prostituição, o acesso à instrução e a igualdade de direitos entre os sexos.
É nessa época que surge o nome da francesa Olympe de Gouges. Em 1791, ela lança a "Declaração dos Direitos da Cidadã", onde reivindicava o "direito feminino a todas as dignidades, lugares e empregos públicos segundo suas capacidades". Afirmava também que "se a mulher tem o direito de subir ao cadafalso, ela deve poder subir também à tribuna". Olympe de Gouges foi julgada, condenada à morte e guilhotinada em 3 de março de 1793, por "ter querido ser um homem de estado e Ter esquecido as virtudes próprias do seu sexo". Nesse mesmo ano, as associações femininas foram proibidas na França.

Na Segunda metade do século XVIII, as grandes transformações ocorridas no processo produtivo e que resultaram na Revolução Industrial, trouxeram consigo uma série de reivindicações até então inexistentes. A absorção do trabalho feminino pelas indústrias, como forma de baratear os salários, inseriu definitivamente a mulher no mundo da produção. Ela passou a ser obrigada a conviver com jornadas de trabalho que chegavam até 17 horas diárias, em condições insalubres, submetidas a espancamentos e ameaças sexuais constantes, além de receber salários que chegavam a ser 60% menores que os dos homens.
Em exemplo típico do ambiente fabril na época era a tecelagem Tydesley, em Manchester, na Inglaterra, onde se trabalhava 14 horas diárias a uma temperatura de 29º, num local úmido, com portas e janelas fechadas e, na parede, um cartaz afixado proibia, entre outras coisas, ir ao banheiro, beber água, abrir janelas ou acender as luzes.
Não tardaram a surgir, na Europa e nos Estados Unidos, manifestações operárias contrárias ao terrível cotidiano vivenciado e os enfrentamentos com o patronato e a polícia se tornaram cada vez mais freqüentes. A redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias passou a ser a grande bandeira dos trabalhadores industriais.
Em 1819, depois de um enfrentamento em que a polícia atirou com canhões contra os trabalhadores, a Inglaterra aprovou a lei que reduzia para 12 horas o trabalho das mulheres e dos menores entre 9 e 16 anos. Foi também a Inglaterra o primeiro país a reconhecer, legalmente, o direito de organização dos trabalhadores. O parlamento inglês aprovou, em 1824, o direito de livre associação e os sindicatos se organizaram em todo o país.
Foi no bojo das manifestações pela redução da jornada de trabalho que 129 tecelãs da Fábrica de Tecidos Cotton, em Nova Iorque, cruzaram os braços e paralisaram os trabalhos pelo direito a uma jornada de 10 horas, na primeira greve norte-americana conduzida unicamente por mulheres. Violentamente reprimidas pela polícia, as operárias, acuadas, refugiaram-se nas dependências da fábrica. No dia 8 de março de 1857, os patrões e a polícia trancaram as portas da fábrica e atearam fogo. Asfixiadas, dentro de um local em chamas, as tecelãs morreram carbonizadas.
Durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada em 1910 na Dinamarca, a famosa ativista pelos direitos femininos, Clara Zetkin, propôs que o 8 de março fosse declarado como o Dia Internacional da Mulher, homenageando as tecelãs de Nova Iorque. Em 1911, mais de um milhão de mulheres se manifestaram na Europa. A partir daí, essa data começou a ser comemorada no mundo inteiro.


Texto extraído de "8 de março, Dia Internacional da Mulher – Uma data e muitas histórias", de Carmen Lucia Evangelho Lopes.. CEDIM-SP/Centro de Memória Sindical.

5 de março de 2012

Prostituta não é vagabunda

O jornal Beijo da rua é um marco do movimento de conscientização sobre os direitos e a organização das profissionais do sexo

por Pedro Lapera


Com o retorno dos movimentos sociais à cena política em meados dos anos 1980, um grupo socialmente invisível entra firme na luta por seu reconhecimento. Com o jornal Beijo da rua como bandeira, as prostitutas reivindicam sua legitimação na esfera pública. Os exemplares produzidos até 1993 do periódico lançado em dezembro de 1988 estão guardados na Coordenadoria de Publicações Seriadas da Fundação Biblioteca Nacional.
Fundado por Gabriela Silva Leite, a Gabi, responsável pela ONG Davida, que mais tarde lançaria a grife Daspu, e editado pelo Iser (Instituto Superior de Estudos da Religião), que tinha como coordenador Rubem César Fernandes, ativista político bastante conhecido que acolheu esta iniciativa. O objetivo do jornal era “mostrar que a prostituta não é uma vagabunda ou então o resultado do capitalismo selvagem, mas sim a linha direta de uma sociedade que morre de medo de encarar sua sexualidade e, consequentemente, se sente profundamente ameaçada quando a prostituta mostra seu rosto”.
layout do Beijo da rua tem identificação fácil para seus leitores: na primeira página, a coluna da Gabi apresenta o novo número ao lado da seção de poesia, com vários trechos de autores célebres, como Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, e seus poemas sobre mulheres, prostituição e o universo do prazer. Em seguida, artigos e reportagens sobre temas relacionados à prostituição e à sexualidade: regiões das metrópoles brasileiras ocupadas por prostitutas, michês e travestis; entrevistas com profissionais falando de suas experiências na rua. Encerrando cada edição, uma seção de cartas, que evidencia a formação de uma comunidade em torno do jornal, composta de políticos, prostitutas do Rio de Janeiro e de outros estados, pesquisadores e ativistas dos direitos humanos.
Gabriela Leite qualifica a si própria e seus colaboradores como integrantes do “Exército de Brancaleone”, aludindo ao grupo de maltrapilhos criado pelo italiano Mario Monicelli no cinema. Com este espírito, o periódico questiona, desde seu primeiro número, as estruturas do poder vigente e tenta conscientizar as prostitutas da importância de participarem do jogo político, como comprovam reportagens sobre eleição de representantes, mudanças nas leis penais, civis e trabalhistas que incidem na prática da prostituição. Aliás, uma imagem que expõe a força da ideia dos “maltrapilhos” apropriando-se da cena pública é a do carro abre-alas do desfile da escola de samba Beija-Flor com centenas de figurantes vestidos de mendigos, bêbados e prostitutas, publicada no jornal e descrita na coluna da Gabi na edição de abril-maio de 1989.

Inspiração no Pasquim
Dois pontos costuram as narrativas: a violência policial e a relação entre a prática da prostituição e a ocupação de determinados espaços nas regiões urbanas. Além disso, a Aids – o grande temor dos anos 1980 – também encontra espaço nas páginas de Beijo da rua, ora como assunto de palestras destinadas ao público feminino e LGBT, ora como referência a atitudes preconceituosas, como a frase “Ih, Cazuza!”, proferida com sarcasmo contra travestis, pelo fato de o cantor ter sido a primeira personalidade a assumir publicamente ser portador do vírus.
Entretanto, o tom predominante no jornal está bem longe do pessimismo ou, ainda, da seriedade cara à militância política dos anos 1960. Inspirado em tabloides da imprensa nanica como O PasquimPlaneta Diário e Lampião da EsquinaBeijo da rua denuncia, comemora e comunica com irreverência que marcou politicamente os anos 1980, como arma contra a cultura do autoritarismo e da sobriedade dos costumes legitimada pelo regime político que acabara de cair. Digna de registro, a reportagem “Travesti: a insustentável leveza de ser”, na qual o antropólogo Jared Jorge Braiterman, ao parodiar o título do consagrado livro de Milan Kundera, afirma que “marginalizados por aqueles que estão no poder, os travestis, apesar disso, criam identidades verdadeiramente pós-modernas no seu desafio aos limites tradicionais do masculino e do feminino, das fronteiras nacionais, da verdade e da fantasia”.
Essa afirmativa vale também para as prostitutas, uma vez que, ao questionarem a rigidez da concepção de sexualidade propagada pela moral dominante, apropriam-se do espaço urbano e passam a integrar uma cartografia afetiva que desafia os tradicionais ocupantes da cena pública. Investindo na história desta cartografia, o jornal publicou uma série de artigos assinados por Jesus Lemos sobre as zonas de prostituição no Rio de Janeiro. Dentre outras, a zona do Mangue, a Cidade Nova, a Vila Mimosa e as praças da República e Tiradentes no período compreendido entre o final do século XIX e a década de 1980.
A força retórica das páginas de Beijo da rua conseguiu superar os impasses e as crises dos anos 1990: a publicação sobreviveu e ganhou, inclusive, uma versão virtual, produzida desde 2004 pela ONG Davida.  A necessidade sempre renovada de reafirmar a sexualidade como área do prazer e não das regras morais animou esta sobrevida do jornal.

Publicado em 1° de fevereiro de 2012, na Revista História.

2 de março de 2012

Pessoas de esquerda são mais inteligentes do que as direita, aponta estudo



Um polêmico estudo canadense que inclui dados coletados por mais de 50 anos, diz que as pessoas com opiniões políticas de direita, tendem a ser menos inteligentes do que as de esquerda. Ao mesmo tempo, adverte que as crianças de menor inteligência tendem a desenvolver pensamentos racistas e homofóbicas na idade adulta.
A pesquisa foi realizada por acadêmicos da Universidade Brock, em Ontário, e coletou a informação em mais de 15 mil pessoas, comparando o seu nível de inteligência encontrado na infância com os seus pensamentos políticos como adultos.
Os dados analisados ​​são dois estudos no Reino Unido em 1958 e 1970. Eles mediram a inteligência das crianças com idade entre 10 e 11 anos. Em seguida, são monitorados para descobrir suas posições políticas após 33 anos de idade.
“As habilidades cognitivas são fundamentais na formação de impressões de outras pessoas e ter a mente aberta. Indivíduos com menores capacidades cognitivas gravitar em torno de ideologias conservadoras que mantêm as coisas como elas são, porque isso as fornece um senso de ordem”, dizem no estudo publicado no Journal of Psychological Science.
Segundo as conclusões da equipe, as pessoas com menor nível de inteligência gravitam em torno de pensamentos de direita, porque esse os faz sentir mais seguros no poder, o que pode se relacionaa com o seu nível educacional, inclui o jornal britânico.
Mas esta não é a única conclusão a que chegou o estudo.
Analisados dados de um estudo de 1986 nos Estados Unidos sobre o preconceito contra os homossexuais, descobriu-se que pessoas com baixa inteligência detectado na infância tendem a desenvolver pensamentos ligados ao racismo e homofobia.
“As ideologias conservadoras representam um elo crítico através do qual a inteligência na infância pode prever o racismo na fase adulta. Em termos psicológicos, a relação entre inteligência e preconceitos podem ser derivadas de qual a probabilidade de indivíduos com baixas habilidades cognitivas apoiarem com ideologias de direita, conservadoras, porque eles oferecem uma sensação de estabilidade e ordem “, acrescentou.
“No entanto, é claro que nem todas as pessoas pessoas prejudicadas são conservadoras”, disse a equipe de pesquisa.
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Quem quiser conferir a entrevista na revista Psychology Today pode acessar o link (em inglês).

29 de fevereiro de 2012

Racismo: uma história


Título Original: Racism: a History
Título Traduzido: Racismo: uma História
Gênero: Documentário
Duração: 58 min/parte
Ano: 2007
Direção: Paul Tickell
Elenco: Sophie Okonedo … Narrator (voice)
Sinopse: Como parte da comemoração do bicentenário da Lei de Abolição ao Tráfico de Escravos (1807), a BBC 4, dentro da chamada "Abolition Season", exibiu uma série composta por três episódios, independentes entre si, abordando a história e os aspectos do racismo pelo mundo. São eles: "A Cor do Dinheiro", "Impactos Fatais" e "Um Legado Selvagem".
A Cor Do Dinheiro (Parte 1):
O programa examina as atitudes de alguns dos grandes filósofos em relação às diferenças humanas, incluindo a abordagem das implicações dos dogmas do Velho Testamento acerca dos atributos das diferentes raças, especificamente "A Maldição de Cam". Analisa a fracassada experiência democrática da Serra Leoa, a Revolução do Haiti, a primeira revolução escrava bem sucedida da história, demonstrando como ele passou da colônia mais rica das Américas ao país mais pobre do hemisfério norte. Este episódio trata, ainda que de forma superficial, da chamada "democracia racial" brasileira.
Por fim, conclui-se que a força motriz por trás da exploração e escravização dos chamados "povos inferiores" foi a economia, e que a luta para apagar e cicatrizar os feitos e legados deixados pelo sistema escravocrata ainda continua.
Impactos Fatais (Parte 2):
É a mais superficial das diferenças humanas, tem apenas a profundidade da pele. No entanto, como construção ideológica, a ideia de raça impulsionou guerras, influenciou a política e definiu a economia mundial por mais de cinco séculos.
O programa aborda as teorias raciais desenvolvidas na era vitoriana, a eugenia, o darwinismo social e o racismo científico, desenvolvendo a narrativa a partir da descoberta dos restos mortais encontrados no deserto da Namíbia pertencentes às primeiras vítimas do que ficaria conhecido como campo de concentração, 30 anos antes de o nazismo chegar ao poder na Alemanha.
Tais teorias levaram ao desenvolvimento da Eugenia e das políticas raciais nazistas.
O documentário sustenta que os genocídios coloniais, o campo de morte da ilha de Shark, a destruição dos aborígenes tasmanianos e os 30 milhões de indianos vítimas da fome, foram apagados da história da Europa, e que a perda desta memória encoraja a crença de que a violência nazista foi uma aberração na história daquele continente. Mas que, assim como os ossos ressurgidos no deserto da Namíbia, esta história se recusa a ficar enterrada para sempre.
Um Legado Selvagem (Parte 3):
O programa aborda o cruel legado deixado pelo racismo ao longo dos séculos. Iniciando pelos EUA, berço da Ku Klux Klan, onde o pesquisador James Allen, possuidor de vasta coleção de material fotográfico e jornalístico sobre linchamentos, defende que há um movimento arquitetado para apagar a mácula racial da memória do país. A seguir, remonta à colonização belga do Congo, por Leopoldo II, onde os negros que não atingiam a quota diária de borracha tinham a mão direita decepada. O documentário trata ainda da problemática racial na África do Sul (Apartheid) e Grã-Bretanha, abordando a luta do Movimento pelos Direitos Civis nos EUA e a desconstituição do mito da existência de raças.













28 de fevereiro de 2012

Persépolis, de Marjane Satrapi




Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.
Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.
    Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama - e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

Marjane Satrapi nasceu em Rasht no Irã em 22 de novembro de 1969. Quando tinha nove anos, testemunha a queda do Xá, o início da Revolução Islâmica e a guerra com Iraque, sofrendo com as grandes transformações de costumes e relações sociais do Irã. Com a ditadura religiosa imposta no Irã, Marjane vai à Viena, onde mora durante quatro anos e depois retorna ao Irã, onde cursa artes plásticas na Universidade de Teerã e retorna à Europa, morando em Paris aonde trabalha como artista plástica. Em 200o começa a publicar Persepolis, uma série de quatro livros de história em quadrinhos, autobiográficos, narrando desde a sua infância, a história, os costumes, as relações familiares e sociais no Irã no período de 1978 até os anos 90. Além da história de seu país, Marji nos conta a história que muitas crianças e jovens viveram nos anos 80 e 90, com toda a busca por liberdade e os gostos culturais desta época. Devido ao grande sucesso, Persepolis, foi traduzido em vinte línguas e adaptado para o cinema, com a própria Marjane Satrapi na direção com o apoio do francês Vincent Paronnaud. No Brasil, os quatros livros que compõem Persépolis foram pulicados em um único volume pela editora Companhia das Letras.




26 de fevereiro de 2012

O que é leitura? de Maria Helena Martins

A idéia de leitura é normalmente restrita ao livro, ao jornal. Lêem-se palavras, e nada mais, diz o senso comum. As ciganas, contudo, dizem ler a mão humana, e os críticos afirmam ler um filme. O fato é que, quando escapa dos limites do texto escrito, o homem não deixa necessariamente de ler. Lê o mapa astral, o teatro, a vida - forma a sua compreensão de realidade. Que tal agora ler o que é ler? Sem conceitos estanques, antes de tudo este livro é um convite- 'vamos fazer uma leitura?' 






23 de fevereiro de 2012

Politik, por Coldplay


Olhe para a Terra de outro lugar
Todos têm que encontrar um lugar
Dê-me tempo e dê-me espaço
Dê-me algo real, não dê-me falsificações

Dê-me força, auto-controle
Dê-me coração e dê-me alma
Dê-me tempo, dê-nos um beijo
Conte-me sobre sua própria política

E abra seus olhos
Abra seus olhos
Abra seus olhos
Abra seus olhos

Dê-me um, porque um é melhor
Numa confusão, confidência
Dê-me paz de espírito e confiança
Não esqueça o resto de nós
Dê-me força, auto-controle
Dê-me coração e dê-me alma
Feridas que cicatrizam e quebras que podem ser consertadas
Conte-me sobre sua própria política

E abra seus olhos
Abra seus olhos
Abra seus olhos
Abra seus olhos
Apenas abra seus olhos

Mas me dê amor acima, amor acima, amor acima disso, eu...
E me dê amor acima, amor acima, amor acima disso, eu...

19 de fevereiro de 2012

Além do Ateu e do Ateísmo

"O ateu não é uma pessoa má e o ateísmo não é um bicho de sete cabeças. Este documentário traz seis entrevistados que abordam o assunto e falam sobre o preconceito que os ateus e o ateísmo sofrem. Porque o ateísmo é tão polêmico? Porque muitos tratam os ateus como pessoas ruins? Além do Ateu e do Ateísmo traz o ateísmo à superfície e joga as cartas para o assunto ser debatido, mostrando que o ser humano deve e tem o direito de pensar livremente e de forme racional.

Ateus não são pessoas más, e o ateísmo não é ruim para a sociedade. Seis pessoas, ateus ou não, falam sobre ateísmo, preconceito, moral, família e como lidar com o assunto.
Além do Ateu e do Ateísmo traz à superfície um assunto polêmico com o intuito de abrir espaço para a discussão do tema e para mostrar que todo ser humano tem direito ao livre pensamento e escolha.

Roteiro, Produção e Direção: Carine Immig e Fábio Goulart
Produtora: Plongée - www.plongee.com.br
Apoio: Curso de Comunicação Social - Unisc e Unisc TV
Agradecimentos:
ATEA - Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos
LiHS - Liga Humanista Secular do Brasil
Casa de Cultura Mário Quintana
Curso de Comunicação Social
Unisc TV
Åsa Heuser
Cassionei Petry
Cesar Goes
Edgar Hoffmann
Eli Vieira
Pablo Villaça
E a todos que apoiaram este projeto


Documentário produzido para a disciplina Documentário II.
Curso de Produção em Mídia Audiovisual - Universidade de Santa Cruz do Sul
Professor: Jair Giacomini

Dezembro de 2011, Santa Cruz do Sul - RS"